Quando não mais existir
A angústia,
Poderei calçar meus sapatos.
Quando existir
O esforço necessário,
Farei do ontrário
O reforço de mim.
Quando ultrapassar
A verdade obscura,
Saberei que fui eu
Quem escreveu o poema.
Quando atravessar
A verdade inesgotável,
Refar-me-ei a partir
De cada caco de mim.
Rafael Mannheimer 2006.
